Resenha: Hex

Essa resenha de Hex, livro do holandês Thomas Olde Heuvelt (que segundo dizem por aí, tem renovado o horror literário) estava guardada há mais de um ano! Finalmente a publiquei, que alívio!

"Toda cidade pequena tem segredos. Mas nenhuma delas é como Black Spring, o pacato vilarejo que esconde uma bruxa de verdade do resto do mundo. Os moradores sabem que não se deve mexer com ela. Assim como aconteceu com as bruxas de Salem, Katherine Van Wyler foi condenada à fogueira. Mas a feiticeira sobreviveu e continua rondando a cidade, mais de trezentos anos depois. Com costuras em seus olhos e correntes nos braços, Katherine aparece nos lugares mais improváveis quando bem entende, sussurrando a morte para quem chega perto o suficiente para ouvir."
via Amazon

Quando ouvi falar pela primeira vez sobre o Hex, achei que fosse mais uma típica história de terror onde os cidadãos locais procuram enfrentar uma ameaça sobrenatural. Esperava uma bruxa má nos moldes da Bruxa de Blair ou do filme A Bruxa. Mas o que encontrei foi bem o contrário. Porque Hex não é um livro sobre uma criatura maligna e infernal, porque o medo que você sente ao longo da leitura não é aquele medo infantil do sobrenatural, que te faz temer o escuro. Hex mexe com um pavor muito mais concreto e profundo do ser humano. Ele te faz temer o que é a própria humanidade.

Before the Rain - Resenha: Hex

Katherine chega quase a ser uma espécie de anti-heroína perto dos cidadãos de Black Spring e do que a imaginação e histeria coletiva dos mesmos é capaz de provocar. Esse livro é sobre como o ser humano lida com situações de crise. É sobre se deixar levar por seus medos até atingir a mais alta irracionalidade. Hex assusta porque nos coloca em confronto com nossa natureza mais íntima e profunda e faz você se perguntar "será que numa situação assim, eu agiria dessa forma?" no final, o medo que sentimos é de nós mesmos e não da bruxa. O sobrenatural aqui é uma desculpa pra explorar a inclinação (ouso dizer, a criatividade) humana pra crueldade para com seus semelhantes.

Como sempre a Darkside (a editora mais linda e maravilhosa desse país) trouxe um livro inusitado, que mexe com a imaginação e com o lado sombrio do ser humano. O que achou? Você gosta de livros de terror?

Adoun: delícias árabes

Escondido no encontro entre a Avenida Brigadeiro Luís Antonio e a Avenida Paulista está o Adoun: Delícias Árabes, meu mais novo cantinho favorito descoberto em São Paulo. Sou alucinada por comida árabe e felizmente aqui na minha cidade o que não falta são restaurantes com este tipo de culinária. Mas é preciso ficar atento: pois há os bons, os muito bons e os que vão te fazer passar mal.

Felizmente o Adoun está no meio termo perfeito entre sabor e bom preço. Com meros R$20,00 dá pra comer um shawarma de qualidade. Esse é um tipo de lanche típico do Oriente Médio, normalmente preparado com pão sírio, carne (ou falafel para os vegetarianos) e algum tipo de folhagem (normalmente hortelã, mas aqui no Brasil o pessoal costuma substituir por salsinha).



No shawarma, a carne sempre tem destaque e no Adoun ela vem temperada na medida com zathar e cozida no ponto certo. Lembrando que esse tipo de "carne no espeto" deve ter um preparo cuidadoso: por ser uma peça grande que é assada constantemente, se a temperatura estiver incorreta ela pode ficar (perigosamente) crua por dentro ou passar muito do ponto e endurecer. O shawarma também contou com muita salada no meio e ganhou pontos positivos comigo pelo molho de alho de sabor leve e cremoso, que agrada tanto os fãs como os vampirinhos (eu mesma). Uma outra vantagem do local estão nos sucos: preparados na hora! Uma arte cada vez mais rara (e cara) aqui em SP.

Infelizmente a fome falou mais alto e ficarei devendo uma foto da sobremesa: um delicioso torrone com pistache, comprado no balcão mesmo, na hora do pagamento.

Como estávamos com pressa e o tempo ameaçava fechar ainda mais, ficamos só no shawarma mesmo, mas o cardápio conta com outras opções maravilhosas da culinária árabe, incluindo clássicos como o quibe cru, húmus e baba ganoush.

De espaço amplo e faixada simples, o Adoun é um encontro de dois mundos: comporta tanto o público que busca uma refeição alternativa no dia a dia, como família e amigos que pretendem se divertir à noite e nos finais de semana. Independente da sua escolha, este restaurante é perfeito para ela, justamente pela sua simplicidade e pratos clássicos da culinária árabe.

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Que tipo de blog você quer ter?

Essa pergunta também poderia ser reformulada: que tipo de blogueiro você quer ser? E eu to falando sério, gente! Deixem sua opinião nos comentários.

Devo dizer que essa questão surgiu durante a elaboração do tema novo do blog. Enquanto quebrava a cabeça pra entender como o código do blogger funciona (juro pra vocês que eu prefiro mexer com PHP) comecei a perguntar o que eu espero do Before the Rain: quais são as minhas ambições com esse espaço?



Não, não estou falando necessariamente sobre monetização e blogar profissionalmente (talvez este seja assunto pra um outro post), mas na era dos nichos e SEO a gente precisa saber o que escreve e pra quem. Quando eu fiz o BTR (vamos abreviar que o nome é comprido né?) há alguns meses, minha intenção era só de combater o tédio. Mas haviam outras coisas envolvidas, entre elas mencionei me encontrar. E no meu caso isso significou retornar a uma comunidade que sempre gostei muito: a blogueira.

Então o blog que eu quero ter - a minha ambição - é justamente alimentar essa mesma rede de blogueiros. Alguns preocupados sim com monetização e obter boas parcerias (estou longe de julgar, admiro muito quem transforma o hobbie em negócio) e outros mais simples como o meu, que só querem compartilhar coisas legais e conhecer gente nova através desses espacinhos. Retorno à pergunta inicial: que tipo de blog é o seu? E que tipo de blog você quer ter?

Quando as coisas parecerem difíceis

Fotos retiradas do instagram do Murilo
Essa semana passei por algumas situações complicadas e obviamente fiquei desmotivada em vários aspectos. Perdi a vontade de escrever (havia preparado um post topíssimo pra essa semana que não foi concluído a tempo), de passear, até de mandar currículo. Mas acho que é justamente nessas horas em que precisamos ter um pouco de clareza. Por maior que seja a vontade de se descabelar ou ficar deitada chorando o dia todo, o ideal é se distanciar e analisar a situação por completo.

Afinal, quão difícil é este momento perto de todas as coisas boas pelas quais você já passou?

Pensando nisso, fiz essa lista nomeando todos os momentos bons que me vierem à cabeça no exato momento em que escrevo esse post. Sem rascunho ou consulta aos universitários (vulgo meu namorado). A ideia é forçar minha cabeça a lembrar que, não importa quão ruim a coisa toda esteja, há lembranças boas guardadas em minha memória e há tantas outras ainda melhores por vir!

Portanto, quando as coisas parecerem difíceis, eu quero me lembrar...
  • Das tardes de domingo assistindo Ash vs. The Evil Dead na casa do meu namorado (saudade dessa série)!
  • De quando consegui um monte de balinha da Lindt de graça.
  • Daquela sessão de RPG especial de Halloween na casa dos amigos (em que eu dormi durante toda a sessão e depois fiquei acordada a madrugada toda papeando).
  • De todas as vezes que uma amiga muito prendada fez comida boa pras outras amigas se empanturrarem (incluindo eu).

Fotos via meu instagram (segue lá!) e da Mayumi

  • De dar "festa do pijama"com essas mesmas amigas, apesar de todas já estarem velhas demais pra isso.
  • Que o verão está chegando pra trazer mais beijo na chuva.
  • Do dia em que conquistei a bolsa de iniciação científica.
  • Daquele dia em que eu, meu namorado e meu cunhado andamos naqueles bichinhos montáveis no shopping.
Foto via Murilo
  • Do dia em que eu e meu namorado assistimos Jojo's Bizarre Adventure pela primeira vez.
  • Que há dois anos conheci um grande amor.
  • Que esse grande amor me faz rir todos os dias com a sua imitação de cachorro da raça shiba.
  • Daquela vez que eu quase comi uma bandeja de camarão frito sozinha.
  • Da cebola recheada com pernil que vende na Taverna Medieval, em SP.
  • Que não é desistir se é deixar algo que te faz mal.
É um exercício muito bom pra colocar as ideias no lugar, recomendo que todos façam!