7 lições que aprendi com meu Bullet Journal

Este não é o seu típico post sobre Bullet Journal (um dos métodos de organização mais populares que existem atualmente). Quando o idealizei queria apenas compartilhar umas dicas sobre o método e umas fotos bem enquadradas dos meus próprios diários. Mas o post inicial foi frustrado por eu mesma. O fato é que com tudo o que ocorre atualmente em minha vida pessoal, minhas necessidades organizacionais mudaram e de repente esse método já não era tão efetivo assim. Então transformei o post e resolvi contar hoje tudo o que o BuJo fez de bom na minha vida, enquanto me adapto a um novo sistema de organização.



Tudo começou há três anos, quando eu ainda estava na faculdade e havia passado várias noites acordada redigindo trabalhos que eu nem sabia que devia entregar (na verdade eu sabia, mas tinha esquecido deles em alguma agenda por aí). Pra ajudar precisava conciliar as matérias com uma iniciação científica e com o estágio. Dizer que eu estava uma bagunça era apelido e foi assim que resolvi fazer uma mudança radical no meu estilo de vida. Em 2017 a forma como eu organizo minha vida mudou da água pro vinho, quando descobri a existência do Bullet Journal. Aprendi muito com o método de Ryder Carroll e posso dizer que, ainda que não vá usar a ferramenta por algum tempo, algumas lições serão carregadas para a vida toda. Abaixo compartilho algumas delas com vocês.

Aprendi a checar minhas tarefas todos os dias


Uma das coisas mais importantes que aprendi foi olhar minha lista de tarefas todos os dias. O método das bullets me deixava ansiosa (de um jeito bom) pra completar o máximo de tarefas possíveis, só pra riscar elas da lista. Como resultado, o BuJo virou meu melhor amigo, a ponto de checar o log diário (uma sequência de páginas que mostra as tarefas do dia)o tempo todo, ainda que já tivesse concluído meu dia. Essa é uma etapa muito importante na organização. Nosso cérebro esquece fácil e precisamos não apenas ter todas as tarefas e eventos devidamente anotados como também devemos nos lembrar de verificar essas anotações. Não adianta ter uma agenda linda e esquecer ela em casa, não é mesmo?

Dica: Escolha uma plataforma que te agrade, analógica ou digital que se adeque ao seu gosto pessoal e estilo de vida, isso torna as coisas mais fáceis!

Aprendi que toda tarefa é prioritária


Apanhei muito nos primeiros meses de Bullet Journal entendendo essa questão de "priorizar tudo". Isso não significa que não existam tarefas/eventos muito importantes. Significa que todos eles devem ser tratados como inadiáveis. Uma tarefa é um compromisso conosco e as vezes com terceiros, correto? Portando, o espaço reservado para aquela obrigação deve ser só dela.

Dica: Evite usar adesivos, flags, tags, legendas, marcadores etc. para definir prioridades. Se realmente houver algo importante (por exemplo: enviar um email num horário específico) coloque a tarefa no topo da lista e sempre siga a ordem diária de tarefas que você estabeleceu.

Aprendi a selecionar o que é necessário


Todo mundo já foi culpado pelo crime de querer fazer demais no mesmo dia. Ou atribuir muitas obrigações para si naquele mês, ou semestre, ou ano. Ter minhas tarefas recolhidas no log semanal (uma sequência de páginas que mostra a semana completa) no Bullet Journal me ensinou que muita vezes eu exagerava na dose e não conseguia executar tudo o que pretendia no espaço de tempo determinado. Isso resultou em muitas noites insones e stress a toa. Selecionar o que era possível realizar em um dia, uma semana ou um mês me ensinou algo valioso: delegar tarefas. Nem tudo precisa ser feito por nós e podemos sim contar sempre com a ajuda de amigos, colegas e familiares.

Dica: Experimente separar suas tarefas pelas horas do dia. Isso ajudará não apenas a selecionar o que é necessário como também a definir uma rotina.

Aprendi que nem tudo acontece do dia pra noite


Se nem sempre dá pra acomodar todas as tarefas que gostaríamos no mesmo dia, imagine um projeto maior e mais complexo. Ter um Bullet Journal me ensinou a gerenciar meus projetos a curto, médio e longo prazo, tendo sempre em mente o resultado final. Ter essa consciência me ajudou muito, por exemplo, durante a elaboração do meu TCC.

Dica: Quebre seus projetos em em subprojetos e depois em tarefas diárias. Isso te ajudará a dar melhor dimensão para os seus planos do futuro e te ajudará a planejá-los de forma realista.



Aprendi a lidar com erros


Existe um elemento que a crescente digitalização da informação nos fez esquecer: nem todo erro pode ser apagado com um simples delete ou ctrl+Z. Como uma pessoa perfeccionista e ansiosa, uma simples rasura era o suficiente pra rasgar uma folha inteira de caderno e começar de novo. Imagine então o que acontecia quando cometia erros em projetos maiores. O Bullet Journal me ensinou que não podemos apagar um erro e fingir que ele não existe. Também não vale de nada ficar se martirizando por isso. O ideal mesmo é reconhecer nossas falhas e colocar a mão na massa para corrigi-las.

Dica: Abrace seus erros de planejamento como aprendizados para o futuro. Lembre-se que você não é uma pessoa perfeita e é o conjunto das suas falhas com seus talentos que te tornam incrível.

Aprendi a manter comigo as boas memórias


Já comentei nesse post aqui a importância de manter conosco as boas lembranças e as coisas que nos fazem bem. O Bullet Journal me ensinou que planejamento também envolve guardar essas memórias com carinho e que ser feliz e fazer coisas que nos deixam bem também deve ser uma tarefa diária em nossas vidas.

Dica:Crie um cantinho especial pra guardar essas lembranças. Pode ser um álbum, um diário, enfim... vai da sua criatividade! Eu coleciono pequenos objetos de um dia especial e depois guardo na carteira ou colo em um caderninho, por exemplo: tickets do cinema, um recibo de um restaurante, um papel de bombom etc (já repararam que todas minhas boas memórias tem a ver com comida? Hahaha).

Aprendi que posso ser organizada do meu jeito


O Bullet Journal me ensinou que não existe jeito certo de ser uma pessoa organizada, embora existam muitas pessoas por aí que digam que sim. O fato é que cada indivíduo desse mundão afora tem uma rotina, um plano, enfim, uma vida diferente. Não dá pra enquadrar todos nós na mesma forma de organização e é realmente lindo ver como cada um se vira pra resolver as tarefas do dia a dia. Sua agenda deve abraçar sua individualidade da mesma forma que todos os outros aspectos da sua vida.

Dica: Assim como não se deve ter medo de errar, também não podemos ter medo de mudar e experimentar. Teste diferentes apps, agendas, planners e spreads do Bullet Journal pra descobrir a sua forma de ser uma pessoa organizada!

Conforme minha vida muda, o Bullet Journal, meu melhor amigo da graduação, perde espaço na rotina e aos poucos vai sendo substituído por outras ferramentas. Mas isso não significa que não carregarei comigo todas as lições que essa ferramenta poderosa me ensinou. Espero que esse post te ensine uma ou duas coisas sobre o BuJo e te inspire a, independente de método ou plataforma, ser uma pessoa mais organizada! E também quero saber: qual é a sua forma favorita de se organizar?