Como ler livros... Quando a sua vida depende de leituras

Como disse no post passado, desde 2014 minha vida foi quase exclusivamente acadêmica (com a pesquisa começando um ano depois). E isso acarretou na perda de algo que, quando adolescente, eu gostava muito: ler.

Mas calma, vamos voltar um pouco. Quando ingressei no curso de História já tinha uma trajetória muito bem definida na minha cabeça. Eu ia seguir carreira acadêmica, com iniciação científica, mestrado e assim por diante. Cursos de História tendem a possuir uma das cargas de leitura mais pesadas que tem por aí. Pelo menos na minha universidade a gente costumava ler por volta de 100, 200 páginas por semana para as aulas, sem contar o que a gente precisava ler pros trabalhos, pesquisa etc. As vezes era umas 70 páginas só pra uma aula (e nem me deixe começar a falar sobre escrever, fica aí a ideia de outro post, se o assunto interessar vocês). Agora, eu sei o que vocês estão pensando:

– Pra uma pessoa que gosta de ler, 100 páginas é bolinho! Nem sei do que você tá reclamando, Lu.

Pessoal, não era fácil! Pensem aqui comigo: nem sempre eram livros divertidos, sobre assuntos que eu gosto. Nenhum era ficção e as vezes eles nem sequer estavam em português. Quando estavam era uma linguagem mais rebuscada, acadêmica. E também não era só ler, a gente precisa fazer anotações, gravar o que o autor está dizendo e de quebra criticar, opinar em cima do que ele diz.

Alguns livros que li nos últimos anos, diretamente retirados do meu Instagram.

Bom, como resultado dessa rotina, aos finais de semana e nos momentos de folga fui perdendo o interesse em leitura recreativa. Quando você passa todo dia com um texto embaixo do braço, fica enjoada. Tive colegas que nem filme com legenda conseguiam assistir, de tão cansados. Desde o começo da faculdade minhas leituras diminuíram muito: era um, no máximo dois livros por ano (os acadêmicos por outro lado eram cinco, seis).

E isso me deixou triste. Na verdade fiquei mais triste ainda agora que concluí o curso e pensei: "Agora eu vou ler todos os livros que ficaram lá na estante todos esses anos!". Mas leitura, boa leitura, vem com prática. E eu perdi a prática da leitura por diversão. Estou voltando lentamente. No momento meu objetivo é ler todos os dias, nem que sejam só duas páginas. Também estou procurando reencontrar meu estilo. Todo mundo tem um gênero favorito. Eu sempre fui bem eclética, gosto de tudo um pouco. Mas quero achar aquele "especial" pra me empolgar e voltar a ler com frequência de novo.

Eu sei que o título desse post dá a entender que vou dar um milhão de dicas incríveis aqui. Mas na verdade ele está mais pra uma pergunta. Aceito dicas dos bookworms (as pessoas ainda dizem isso?) que visitam esse bloguinho.

Eu defendi o TCC!

Na última sexta-feira defendi meu TCC. Ou como o pessoal gosta de chamar na minha área, a mono. Posso ser sincera? Ainda estou tão alucinada com o que aconteceu que tenho dificuldades pra descrever, embora eu queira muito registrar esse momento de todas as formas possíveis e imagináveis.

"Paixão nos trouxe aqui". Foto por Ian Schneider
Que jornada louca, incrivelmente difícil e satisfatória que foi essa! Do início da minha pesquisa, lá em 2015... até 2018 quando finalmente obtive a bolsa... todo o processo de escrita do TCC em si... até semana passada! Ainda existem algumas pontas para serem arrematadas, como a colação de grau e, claro, uma festinha comemorativa! Mas para todos os fins, eu estou praticamente formada. E isso significa que realizei um sonho do qual me orgulho muito.

Para muitos, o TCC representa o fim, para mim ele é o começo de algo que considero um plano de vida. E que venham as próximas etapas!